Segurança para Distribuidora de Combustível: contendo ransomware, protegendo a automação de terminal e estruturando a defesa TI/OT

Distribuidoras movimentam logística, terminais, automação de postos e pagamento, e por isso são alvo prioritário de ransomware com risco de desabastecimento e de fraude na cadeia. Veja como a Decripte contém o incidente, segmenta TI e OT e restaura a operação sem virar refém da nota de resgate.

Resposta direta

Para proteger uma distribuidora de combustível, comece separando o mundo de TI (ERP, faturamento, e-mail, portais) do mundo de OT/ICS (automação de terminal, medição de tancagem, carregamento de caminhões-tanque, sistemas dos postos) com segmentação de rede real e monitorada, porque o desabastecimento quase nunca vem de um malware que ataca diretamente as bombas, e sim de um ransomware que cifra a TI e força a empresa a desligar a OT por precaução, exatamente como ocorreu no caso Colonial Pipeline. A defesa eficaz combina quatro camadas: (1) segmentação TI/OT com zonas e condutos no modelo Purdue/IEC 62443 e firewalls com inspeção de protocolos industriais; (2) SOC 24x7 monitorando tanto a TI quanto a telemetria de OT, porque carga é movimentada de madrugada e fim de semana; (3) resposta a incidentes pré-contratada com plano de isolamento que permite operar a logística em modo degradado sem parar o abastecimento; e (4) gestão de identidade e antifraude na cadeia de pagamento e emissão de carga, contra BEC, desvio de carga e fraude de pagamento. A Decripte implementa exatamente esse arranjo e mantém SLA de contenção de até 1 hora. O ponto de partida prático e sem custo é rodar um diagnóstico gratuito da sua superfície de exposição em decripte.io/free.

24/7

SOC monitorando TI e telemetria de OT

<=1h

SLA de contenção em resposta a incidentes

IEC 62443

Modelo de zonas e condutos para TI/OT

LGPD

Conformidade exigida sobre dados de clientes e frota

Em resumo

  • O desabastecimento normalmente é consequência de um ransomware na TI que obriga a parar a OT por precaução, não de um ataque direto às bombas; segmentar TI/OT é a defesa que mais reduz esse risco.
  • Distribuidoras têm uma superfície dupla: sistemas corporativos (ERP, e-mail, pagamento) e sistemas industriais (terminal, tancagem, carregamento, automação de posto), cada um com ameaças e respostas diferentes.
  • Fraude de pagamento, desvio de carga e BEC na cadeia de distribuição causam perdas tão relevantes quanto a parada operacional e exigem controle de identidade e validação de processos.
  • SOC 24x7 é indispensável porque a movimentação de carga acontece de madrugada e em fins de semana, justamente quando o atacante prefere agir.
  • Ter resposta a incidentes pré-contratada com SLA de contenção de até 1h é a diferença entre operar em modo degradado e ficar dias sem faturar.
  • O primeiro passo é gratuito: um diagnóstico de Gestão de Ameaças em decripte.io/free mostra a exposição real antes de qualquer contratação.
Energia e Utilities

Cibersegurança para Distribuição de Combustíveis

Distribuidoras movimentam logística, terminais, automação de postos e pagamento, e por isso são alvo prioritário de ransomware com risco de desabastecimento e de fraude na cadeia. Veja como a Decripte contém o incidente, segmenta TI e OT e restaura a operação sem virar refém da nota de resgate.

Por que distribuidoras de combustível viraram alvo prioritário

Uma distribuidora de combustível é, ao mesmo tempo, uma empresa de logística pesada, uma operação industrial de tancagem e movimentação de produto perigoso, uma rede de meios de pagamento e um elo crítico de infraestrutura nacional. Essa combinação cria uma superfície de ataque incomum: o mesmo grupo que invade um e-commerce para roubar cartões encontra, numa distribuidora, algo muito mais valioso para extorsão, a capacidade de parar o abastecimento de uma região inteira. Quando a operação para, não param só as vendas; param postos, frotas de transporte, geradores hospitalares e, em última instância, a percepção pública de normalidade.

O atacante moderno entende essa alavancagem. Grupos de ransomware como serviço (RaaS) priorizam vítimas onde a pressão de tempo é máxima, porque o tempo de parada é convertido diretamente em disposição a pagar. Numa distribuidora, cada hora de terminal parado significa caminhões-tanque enfileirados sem carregar, contratos de fornecimento em risco e exposição regulatória. É por isso que o setor passou a figurar entre os alvos de maior valor de extorsão no mundo, e o caso Colonial Pipeline, em 2021, tornou explícito o roteiro: cifrar a TI, e deixar a própria vítima desligar a OT por medo de contaminação.

A lição central do caso Colonial Pipeline

No incidente que parou um dos maiores dutos dos Estados Unidos, o ransomware não chegou a comprometer os sistemas de controle industrial. A empresa desligou a operação de duto preventivamente porque não tinha certeza do alcance do comprometimento e porque o sistema de faturamento, na TI, estava cifrado. O desabastecimento foi consequência da falta de segmentação confiável e de visibilidade, não de um ataque direto à OT. É exatamente esse cenário que a segmentação TI/OT e o monitoramento contínuo previnem.

Há ainda um agravante específico do Brasil e da América Latina: a cadeia de distribuição é fragmentada, com transportadoras terceirizadas, TRRs (Transportadores-Revendedores-Retalhistas), postos bandeirados e bandeira branca, e múltiplos sistemas de emissão de documentos fiscais e de controle de carga. Cada integração é um ponto de confiança que pode ser abusado, e cada fornecedor com acesso ao ERP é um vetor potencial de BEC e de movimentação lateral.

Ransomware e sabotagem: as ameaças que param a operação

Ransomware com desabastecimento (estilo Colonial Pipeline)

É a ameaça de maior impacto. O vetor inicial costuma ser banal: phishing com credencial roubada, VPN sem MFA, servidor exposto na internet com vulnerabilidade conhecida, ou um fornecedor comprometido. Uma vez dentro da TI, o atacante faz reconhecimento, escala privilégios no Active Directory, identifica os backups e os destrói ou cifra primeiro, e só então dispara a criptografia em massa. Se a TI e a OT compartilharem o mesmo domínio, a mesma rede plana ou as mesmas credenciais de administrador, o operador é forçado a desligar tudo. O desabastecimento vira inevitável.

O backup é o primeiro alvo, não o último

Grupos de ransomware modernos gastam dias dentro do ambiente justamente para localizar e neutralizar backups antes de cifrar. Backup que está no mesmo domínio, acessível com a mesma credencial de administrador, e online o tempo todo não é backup, é mais um arquivo a ser cifrado. Distribuidora precisa de cópias imutáveis e offline, testadas, separadas do domínio principal.

Sabotagem de automação de terminal e de posto

Aqui o alvo é a OT/ICS diretamente: CLPs e SCADA que controlam carregamento de caminhões, válvulas, medição de tancagem, e os sistemas de automação dos postos (controladores de bomba, concentradores, sistemas de gestão de pista). A manipulação pode ir de adulteração de medição, com prejuízo fiscal e comercial, até parada física do carregamento. Protocolos industriais legados frequentemente não têm autenticação, então quem alcança a rede de OT alcança o comando. A defesa não é só firewall: é monitorar o comportamento dos próprios protocolos industriais e detectar comandos anômalos.

Sinais de que sua distribuidora está exposta

  • TI e OT compartilham o mesmo Active Directory ou a mesma faixa de rede
  • VPN ou acesso remoto de fornecedores sem MFA obrigatório
  • Backups online, no mesmo domínio, nunca testados em restauração real
  • Sistemas de automação de posto acessíveis a partir da rede corporativa
  • Pagamentos a fornecedores liberados só por e-mail, sem validação fora de banda
  • Nenhuma equipe monitorando a operação de madrugada e nos fins de semana
Gestão de Ameaças · Grátis

Os dados de distribuição de combustíveis já estão expostos ou à venda? Descubra agora — de graça.

Sem cartão, sem compromisso. Descubra em minutos o que já vazou da sua empresa e qual é o seu risco real.

Fraude e BEC: o prejuízo silencioso da cadeia

Fraude de pagamento e desvio de carga

Distribuidoras lidam com volumes financeiros enormes e com janelas operacionais apertadas. Isso atrai fraude de pagamento (manipulação de boletos, troca de dados bancários de fornecedores, ataques a meios de pagamento dos postos) e desvio de carga, quando um pedido legítimo é redirecionado para um destino fraudulento por meio de comprometimento de e-mail ou de sistema de pedidos. O prejuízo é direto e muitas vezes invisível até o fechamento contábil.

BEC na cadeia de distribuição

Business Email Compromise é a fraude silenciosa do setor. O atacante compromete (ou imita) a caixa de e-mail de um fornecedor de combustível, de uma transportadora ou de um executivo financeiro, e injeta uma instrução plausível: alterar dados bancários, antecipar um pagamento, liberar uma carga. Como a operação é de alto volume e ritmo acelerado, a instrução fraudulenta se confunde com o fluxo normal. BEC não cifra nada, não dispara alarme técnico óbvio, e por isso depende de controles de processo e de detecção de anomalia de identidade para ser barrado.

BEC se vence com processo, não só com firewall

A instrução fraudulenta de um BEC parece legítima por definição, esse é o ponto do golpe. A barreira mais eficaz é organizacional: uma regra simples e inegociável de dupla confirmação fora de banda para qualquer mudança de pagamento ou desvio de carga. A Decripte ajuda a desenhar esse controle e a treinar a equipe que o executa.

A diferença que define tudo: TI não é OT

O erro estrutural mais comum em distribuidoras é tratar segurança industrial como se fosse uma extensão da segurança corporativa. Não é. TI prioriza confidencialidade e integridade; OT prioriza disponibilidade e segurança física (safety). Em TI, você reinicia um servidor; em OT, reiniciar um controlador no meio de um carregamento pode causar incidente físico. As ferramentas, as janelas de manutenção, os protocolos e até a tolerância a varredura são diferentes, um scanner de vulnerabilidade agressivo rodando contra um CLP pode derrubá-lo.

Por isso a abordagem da Decripte parte do modelo Purdue e da família de normas IEC 62443, organizando o ambiente em zonas e condutos. A TI corporativa fica numa zona; a DMZ industrial, intermediária, concentra os pontos de troca controlada (historiadores, jump servers); e a OT fica isolada em camadas, com fluxo permitido apenas pelo que é estritamente necessário e sempre inspecionado. O objetivo é simples de enunciar e difícil de implementar sem método: um ransomware que entra pela TI não deve ter caminho até a OT, e qualquer tentativa de cruzar precisa ser visível em tempo real.

Segmentar é o controle de maior retorno

Entre todos os investimentos de segurança numa distribuidora, a segmentação TI/OT bem feita é o que mais reduz o risco de desabastecimento por unidade de esforço. Ela transforma um incidente potencialmente catastrófico (parada total) em um incidente gerenciável (TI degradada, OT operando em modo controlado e monitorado).

Segmentar, porém, não basta. Uma zona segmentada e não monitorada apenas adia o problema. É a combinação de segmentação com visibilidade contínua, na forma de um SOC que enxerga tanto os logs de TI quanto a telemetria de OT, que permite detectar a movimentação lateral antes que ela cruze a fronteira e antes que a empresa precise tomar a decisão dolorosa de desligar a operação por precaução.

SOC 24x7: porque a carga roda enquanto o atacante observa

A operação de uma distribuidora não respeita horário comercial. Caminhões carregam de madrugada, terminais recebem e expedem nos fins de semana, e postos vendem 24 horas. O atacante sabe disso. Ransomware é disparado, na maioria dos casos, fora do horário de expediente, num feriado ou na madrugada de domingo, exatamente quando ninguém está olhando e a resposta demora mais a começar. Sem monitoramento contínuo, o intervalo entre o disparo e a primeira reação humana pode ser de horas, tempo de sobra para o atacante cifrar tudo.

O ataque chega no pior horário possível

Não é coincidência. Operadores de ransomware estudam o calendário da vítima e escolhem o momento de menor capacidade de resposta. Um SOC 24x7 elimina essa vantagem: a detecção e a contenção começam no minuto do alerta, não na segunda-feira de manhã quando a equipe volta e encontra a operação parada.

O SOC da Decripte correlaciona sinais que isoladamente parecem inofensivos: um login de administrador num horário atípico, uma ferramenta de administração remota recém-instalada, um pico de tráfego entre a TI e a DMZ industrial, uma tentativa de acesso a um historiador a partir de uma estação que nunca fez isso. É a soma desses indícios que revela um ataque em andamento. E, no contexto de OT, o SOC observa também a telemetria operacional, porque um comando anômalo a um CLP ou uma leitura de medição inconsistente pode ser o primeiro sinal visível de sabotagem.

Dwell time é o inimigo

O tempo que um atacante permanece sem ser detectado (dwell time) é o que determina o tamanho do estrago. Quanto mais cedo o SOC detecta a movimentação lateral, menor o raio do incidente. O monitoramento contínuo existe para encurtar esse intervalo de dias para minutos.

Gestão de Ameaças · Grátis

Quanto custaria um incidente em distribuição de combustíveis? Veja o seu risco real antes que ele aconteça.

Sem cartão, sem compromisso. Descubra em minutos o que já vazou da sua empresa e qual é o seu risco real.

Resposta a incidentes: conter sem parar o abastecimento

Quando o incidente acontece, a pergunta crítica não é apenas como parar o atacante, mas como parar o atacante sem parar o país. A diferença entre uma distribuidora que fica horas indisponível e uma que fica dias está na existência de um plano de resposta pré-construído, ensaiado, com isolamento cirúrgico em vez de desligamento total. A Decripte trabalha com a premissa de operação em modo degradado: isolar a TI comprometida, manter a OT operando sob monitoramento reforçado e processos manuais de contingência, e restaurar por etapas, validando cada uma.

Desligar tudo é o reflexo errado

Sem um plano, o reflexo do operador diante de um ransomware é desligar a rede inteira, e foi assim que o desabastecimento aconteceu em incidentes famosos. Resposta a incidentes profissional troca o desligamento por pânico por um isolamento planejado: corta os caminhos do atacante mantendo viva a parte da operação que pode seguir com segurança.

O SLA de contenção de até 1 hora da Decripte é o compromisso de que, a partir do acionamento, a primeira barreira efetiva contra a propagação é estabelecida em até sessenta minutos. Contenção não é erradicação, é estancar o sangramento: isolar hosts, bloquear contas comprometidas, cortar a comunicação de comando e controle e impedir que a cifragem alcance novos segmentos, especialmente a fronteira com a OT.

O que um plano de resposta para distribuidora precisa ter

  • Runbook de isolamento que separa TI de OT sem desligar a operação inteira
  • Procedimentos manuais de contingência para carregamento e expedição
  • Lista de contatos de crise: operação, jurídico, comunicação, ANP, ANPD
  • Backups imutáveis testados, com ordem de restauração priorizada
  • Critérios claros de quando, e quando não, parar a OT
  • Plano de comunicação para clientes, postos e órgãos sem alimentar pânico

Conformidade: ANP, LGPD e o que o regulador espera

Distribuidora de combustível opera num ambiente regulatório denso. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) regula a atividade de distribuição, com exigências operacionais, de qualidade e de prestação de informações. Incidentes que afetam a continuidade do abastecimento têm implicações regulatórias e reputacionais que vão além da segurança da informação. Ter resposta a incidentes e continuidade operacional documentadas não é só boa prática, é parte de demonstrar diligência diante do regulador setorial.

Sobre dados pessoais, incidem a LGPD (Lei nº 13.709/2018) e a atuação da ANPD. Distribuidoras tratam dados de clientes corporativos, de motoristas, de frota e, na ponta dos postos e programas de fidelidade, dados de consumidores. Um vazamento decorrente de ransomware aciona o dever de comunicação à ANPD e aos titulares quando houver risco relevante. A Decripte estrutura a conformidade LGPD de forma operacional: mapeamento de dados, controles de acesso, plano de resposta a vazamento e suporte à notificação no prazo, evitando que o incidente técnico vire também um incidente regulatório.

Conformidade não é papelada, é controle que funciona

A Decripte traduz exigências (LGPD, PCI-DSS, boas práticas ISO 27001, requisitos da ANP) em controles técnicos verificáveis e em processos que a equipe consegue executar. O objetivo é que, no dia do incidente, a conformidade ajude a responder, e não vire mais uma fonte de exposição.

Quando a operação envolve processamento de pagamento com cartão, nos postos ou em meios de captura, entram exigências de PCI-DSS, o padrão de segurança da indústria de cartões. A Decripte avalia o escopo aplicável, reduz esse escopo onde possível por segmentação e estrutura os controles necessários. Quando a distribuidora busca certificações ou precisa atender a requisitos contratuais de grandes clientes, frameworks como ISO 27001 e SOC 2 entram em cena, e a Decripte conduz a estruturação do sistema de gestão de segurança e prepara a organização para auditoria, alinhando os controles ao risco real do setor.

Como começar sem custo e como evoluir

A conversão na Decripte é totalmente self-service e começa pelo que importa: entender a sua exposição real antes de qualquer investimento. O plano gratuito de Gestão de Ameaças, em decripte.io/free, faz um diagnóstico da superfície exposta da sua distribuidora, ativos publicados na internet, vazamentos de credenciais associados ao domínio, exposições conhecidas, e mostra de forma concreta por onde um atacante começaria. É o ponto de partida lógico, sem compromisso e sem formulário de vendas.

Roteiro prático em três passos

  • Comece grátis: rode o diagnóstico de Gestão de Ameaças em decripte.io/free e veja sua exposição real
  • Priorize segmentação TI/OT e backups imutáveis, os controles de maior retorno contra desabastecimento
  • Contrate SOC 24x7 e Resposta a Incidentes para fechar a janela de detecção e garantir contenção em até 1h

A partir do diagnóstico, a evolução é incremental e priorizada por risco. Distribuidoras tipicamente avançam para SOC 24x7 (visibilidade contínua de TI e OT), Resposta a Incidentes com SLA de contenção (a apólice contra o dia ruim), Gestão de Vulnerabilidades (fechar as portas antes que sejam usadas) e Conformidade (LGPD, PCI-DSS, preparação ANP). Quem quer comparar escopos e contratar diretamente encontra todos os planos pagos em /planos. Não há intermediário: você vê, escolhe e contrata.

Cenário ilustrativo: ransomware paralisa a logística de uma distribuidora regional

Cenário ilustrativo

Este é um cenário ilustrativo, não um cliente real, construído para mostrar a anatomia típica de um incidente do setor e como a Decripte atua. Imagine uma distribuidora regional com um terminal de tancagem, frota de caminhões-tanque, contratos com dezenas de postos e um ERP integrado a transportadoras terceirizadas. A TI e a OT compartilham parte do Active Directory, e o acesso remoto de um fornecedor de manutenção usa VPN sem MFA. Numa madrugada de sábado, um operador de ransomware como serviço entra por essa VPN com uma credencial vazada e comprada na dark web.

  1. Intrusão e reconhecimento (madrugada de sábado)

    O atacante acessa a VPN sem MFA, cai numa estação da TI e passa horas em reconhecimento silencioso: mapeia o Active Directory, identifica os controladores de domínio, localiza os servidores de backup e percebe que a fronteira com a OT é fraca, mesmo domínio, rede quase plana. Nenhum alarme dispara porque não há monitoramento ativo no fim de semana.

  2. Detecção (Decripte aciona o alerta)

    O SOC 24x7 da Decripte, já contratado neste cenário, correlaciona sinais: login de administrador em horário atípico, instalação de ferramenta de administração remota e tráfego anômalo em direção à DMZ industrial. Um analista valida o incidente em minutos e classifica como movimentação lateral pré-ransomware. O relógio do SLA de contenção começa.

  3. Contenção (dentro de 1 hora)

    A equipe de resposta executa o runbook: isola os hosts comprometidos, desativa as contas abusadas, corta a comunicação de comando e controle e, crucialmente, reforça a barreira entre TI e OT, bloqueando qualquer caminho da rede corporativa para o terminal. A OT permanece operando sob monitoramento reforçado. O abastecimento não para.

  4. Erradicação

    Com a propagação estancada, a Decripte conduz a caça à ameaça: localiza todos os pontos de persistência do atacante, remove ferramentas e contas implantadas, rotaciona credenciais, fecha a VPN sem MFA e elimina a vulnerabilidade de entrada. Análise forense confirma o alcance real do comprometimento, restrito à TI, sem toque na OT.

  5. Recuperação

    Os sistemas de TI são restaurados a partir de backups imutáveis testados, na ordem priorizada pelo plano: primeiro faturamento e emissão de documentos, depois os demais sistemas corporativos. Cada etapa é validada antes da próxima. A operação volta ao normal em horas, não em dias, porque a OT nunca foi desligada e os backups estavam íntegros e separados do domínio.

  6. Conformidade e notificação

    A Decripte apoia a avaliação de impacto sobre dados pessoais sob a LGPD, prepara a documentação e, como neste cenário não houve exfiltração de dados sensíveis confirmada, orienta a comunicação proporcional. O caso é documentado para fins de diligência junto ao regulador setorial e para os contratos de fornecimento.

  7. Lições e endurecimento

    Pós-incidente, a Decripte implementa as correções estruturais: segmentação TI/OT definitiva no modelo IEC 62443, MFA obrigatório em todo acesso remoto, backups imutáveis e offline com restauração ensaiada, e monitoramento permanente da fronteira industrial. O que era um ponto único de falha vira uma operação resiliente.

Desfecho com a Decripte

Porque havia SOC 24x7 detectando, resposta a incidentes com SLA de contenção de até 1h e uma fronteira TI/OT defensável, o que poderia ter sido um desabastecimento regional de dias virou um incidente de TI contido em horas, sem parada da operação logística e sem pagamento de resgate. A diferença não foi sorte, foi preparação. Esse mesmo arranjo de defesa é o que a Decripte estrutura, e o primeiro passo, gratuito, é o diagnóstico em decripte.io/free.

Resposta a Incidentes · 24/7

Não espere o incidente acontecer. Comece a blindar distribuição de combustíveis hoje mesmo.

Comece pelo diagnóstico gratuito agora e veja em minutos o que já vazou. SOC 24x7 e contenção em até 1h nos planos pagos.

Como a Decripte responde a um incidente em distribuidora de combustível

A resposta segue um método pensado para o setor: conter sem parar o abastecimento, proteger a fronteira TI/OT e restaurar por etapas validadas. São os passos que a equipe executa do acionamento ao endurecimento final.

  1. Acionamento e triagem imediata: o SOC valida o alerta, classifica a severidade e ativa a equipe de resposta, iniciando o relógio do SLA de contenção de até 1 hora.
  2. Contenção cirúrgica: isolar os hosts comprometidos, desativar contas abusadas e cortar o comando e controle, reforçando a barreira TI/OT para impedir que a cifragem alcance a operação industrial.
  3. Preservação forense e definição de escopo: coletar evidências, determinar o vetor de entrada e o alcance real do comprometimento, separando o que é TI do que toca a OT.
  4. Erradicação: remover persistências, ferramentas e contas implantadas pelo atacante, rotacionar credenciais e fechar a vulnerabilidade ou o acesso que serviu de porta de entrada.
  5. Recuperação priorizada: restaurar a partir de backups imutáveis testados, na ordem que devolve primeiro o faturamento e a emissão de documentos, validando cada sistema antes de avançar.
  6. Operação em modo degradado: manter a logística viva com procedimentos manuais de contingência enquanto a TI é reconstruída, evitando o desligamento total que causa desabastecimento.
  7. Suporte regulatório: apoiar a avaliação de impacto sob a LGPD, a notificação à ANPD quando aplicável e a documentação de diligência para o regulador setorial e contratos.
  8. Lições aprendidas e endurecimento: implementar segmentação TI/OT definitiva, MFA, backups imutáveis e monitoramento da fronteira industrial para que o mesmo incidente não se repita.

Como a Decripte estrutura a segurança de uma distribuidora

Estruturar é diferente de apagar incêndio. A Decripte monta uma defesa em camadas desenhada para a realidade dual de TI e OT do setor, priorizada pelo risco de desabastecimento e fraude. Estes são os pilares.

Segmentação TI/OT no modelo IEC 62443

Organizar o ambiente em zonas e condutos seguindo Purdue e a família IEC 62443, com DMZ industrial, fluxos mínimos e inspecionados, e isolamento que impede um ransomware da TI de alcançar a automação de terminal e posto.

Monitoramento contínuo com SOC 24x7

Vigilância ininterrupta de logs de TI e de telemetria de OT, com correlação de sinais, porque a carga roda de madrugada e nos fins de semana, justamente quando o atacante prefere agir. Encurta o dwell time de dias para minutos.

Resiliência: backups imutáveis e plano de continuidade

Backups offline e imutáveis, separados do domínio principal e testados em restauração real, somados a procedimentos manuais de contingência que mantêm o abastecimento durante a recuperação. É o que transforma parada total em modo degradado.

Identidade, antifraude e segurança de pagamento

MFA obrigatório, detecção de anomalia de comportamento, proteções de e-mail (SPF/DKIM/DMARC) contra BEC e validação fora de banda para pagamentos e liberação de carga, com tratamento do escopo PCI-DSS nos meios de pagamento dos postos.

Conformidade operacional (LGPD, ANP, ISO 27001)

Controles verificáveis alinhados ao risco do setor: mapeamento de dados e plano de resposta a vazamento sob a LGPD, preparação para exigências da ANP e estruturação de ISO 27001/SOC 2 quando exigido por clientes ou contratos.

Gestão contínua de vulnerabilidades

Ciclo permanente de identificação e correção priorizada de exposições em TI, com avaliação cuidadosa e não intrusiva do lado OT, fechando as portas conhecidas antes que sejam usadas como vetor de entrada.

Planos recomendados para Distribuição de Combustíveis

Perguntas frequentes

Um ransomware pode realmente parar o abastecimento de combustível?

Sim, mas geralmente de forma indireta. Na maioria dos casos, incluindo o famoso Colonial Pipeline, o ransomware cifra a TI (faturamento, ERP, e-mail) e a empresa desliga a operação industrial por precaução, por não ter certeza do alcance do comprometimento. A defesa que mais reduz esse risco é a segmentação TI/OT bem feita e monitorada, que dá confiança para manter a operação rodando enquanto se contém o incidente na TI.

Qual a diferença entre proteger a TI e proteger a OT da distribuidora?

TI (ERP, e-mail, faturamento) prioriza confidencialidade e integridade e tolera reinicializações e varreduras. OT (automação de terminal, tancagem, carregamento, postos) prioriza disponibilidade e segurança física, e não tolera scanners agressivos nem reinícios no meio de uma operação. Exigem ferramentas, janelas e abordagens distintas. A Decripte usa o modelo IEC 62443 para tratar cada mundo adequadamente e isolar um do outro.

Por que preciso de SOC 24x7 se já tenho antivírus e firewall?

Antivírus e firewall são controles preventivos estáticos; não há ninguém olhando quando um atacante já está dentro. Ransomware é tipicamente disparado de madrugada ou em fins de semana, quando sua equipe não está presente. O SOC 24x7 coloca analistas vigiando continuamente, correlacionando sinais e iniciando a contenção no minuto do alerta, encurtando drasticamente o tempo que o atacante fica livre dentro do ambiente.

O que significa o SLA de contenção de até 1 hora?

Significa que, a partir do acionamento do incidente, a Decripte estabelece a primeira barreira efetiva contra a propagação do ataque em até sessenta minutos: isolar hosts, bloquear contas comprometidas e cortar a comunicação do atacante. Contenção não é a resolução completa, é estancar o avanço para evitar que o estrago, especialmente na fronteira com a OT, cresça.

Como a Decripte evita o desvio de carga e o BEC na minha cadeia?

Com uma camada técnica (MFA obrigatório, proteções de e-mail SPF/DKIM/DMARC contra impersonação, detecção de anomalia de comportamento) somada a controles de processo. O mais eficaz contra BEC e desvio de carga é uma regra inegociável de dupla confirmação fora de banda para qualquer mudança de dado bancário ou liberação de carga relevante, nunca apenas por e-mail. A Decripte ajuda a desenhar e treinar esse controle.

Preciso me preocupar com PCI-DSS numa distribuidora?

Se a operação envolve processamento de pagamento com cartão, nos postos ou em meios de captura, o padrão PCI-DSS se aplica à parte que toca dados de portador de cartão. A Decripte avalia o escopo, reduz onde for possível por segmentação e estrutura os controles necessários para que o pagamento não vire ponto de vazamento nem vetor de fraude.

E a LGPD, como entra num incidente de ransomware?

Distribuidoras tratam dados de clientes corporativos, motoristas, frota e consumidores nos postos. Um vazamento decorrente de ransomware pode acionar o dever de comunicar a ANPD e os titulares quando houver risco relevante, conforme a LGPD. A Decripte estrutura o mapeamento de dados, o plano de resposta a vazamento e o suporte à notificação no prazo, para que o incidente técnico não vire também um problema regulatório.

Como começo sem gastar nada?

Rode o diagnóstico gratuito de Gestão de Ameaças em decripte.io/free. Ele mapeia a superfície exposta da sua distribuidora, ativos publicados, vazamentos de credenciais, exposições conhecidas, e mostra por onde um atacante começaria, sem custo e sem formulário de vendas. A partir daí, você decide quais planos pagos contratar diretamente em /planos.

Termos do setor

OT/ICS
Tecnologia Operacional (Operational Technology) e Sistemas de Controle Industrial. São os equipamentos e softwares que controlam processos físicos numa distribuidora: automação de terminal, medição de tancagem, carregamento de caminhões e automação dos postos. Diferem da TI corporativa por priorizarem disponibilidade e segurança física.
Segmentação TI/OT
Separação de rede que isola os sistemas corporativos (TI) dos sistemas industriais (OT), de modo que um ataque que comprometa a TI não tenha caminho até a automação. É o controle de maior retorno contra o desabastecimento causado por ransomware.
IEC 62443
Família internacional de normas de segurança para sistemas de automação e controle industrial. Organiza o ambiente em zonas e condutos com fluxos controlados, servindo de base para estruturar a defesa de OT de uma distribuidora.
BEC (Business Email Compromise)
Fraude em que o atacante compromete ou imita uma caixa de e-mail legítima (de fornecedor, transportadora ou executivo) para injetar instruções fraudulentas, como alterar dados bancários ou liberar uma carga. Não cifra dados e por isso passa despercebido sem controles de processo e de identidade.
Dwell time
Tempo durante o qual um atacante permanece dentro do ambiente sem ser detectado. Quanto maior o dwell time, maior o estrago do ataque. O monitoramento contínuo de um SOC 24x7 existe para reduzir esse intervalo de dias para minutos.
Backup imutável
Cópia de segurança que não pode ser alterada nem apagada por um período definido, mantida separada do domínio principal e idealmente offline. É a defesa que permite restaurar após um ransomware sem pagar resgate, já que o atacante não consegue cifrá-la junto com o resto.

A Decripte protege e responde a incidentes no setor de distribuição de combustíveis.

Pentest, SOC 24x7, resposta a incidentes com SLA de contenção de 1 hora e conformidade — sem você montar um time interno. Ou comece de graça vendo o que já vazou da sua empresa.